Postagens

Imitando Dante

Imagem
  O QUÊ??? Que heresia é essa?!! Calma, calma! Mas sim! Pra quem quiser se alongar, vai ter essa primeira parte sobre questões de imitação. Caso não queira, pule direto pra parte 2. 1. Sobre imitação em geral Existem, por assim dizer, 3 tipos de imitação. Imitação do conteúdo, do estilo e da "forma" (não sei se é o termo exato, mas é o que usarei). Assim, por exemplo: 1.1- Imitação de conteúdo ex.1) Dá pra pegar "Shrek 2", que é sobre um casamento indesejado pela família por questões econômico-sociais e contá-lo em outro estilo.  - Dá pra contar como uma fábula de Esopo, e aí Shrek, Fiona e o rei, pra sintetizar o enredo, transformados então em 3 animais. - Daria pra contar no estilo de Black Mirror, e aí, nesse caso, teria algum apetrecho futurista como mote pra dar a cola do episódio. Por exemplo: os descendentes passam a ficar presentes numa casa inteligente, conectada a todos os demais aparelhos da família. E aí se encaixa o enredo. - No estilo de Shakespeare se...

Alô som

  Projetos # = afazer # pegar as apostilas do chatinho pra descrever os exercícios em conjunto e na spartes #checar  https://www.diariodocentrodomundo.com.br/generalista-inculto-e-mentiroso-o-depoimento-de-um-ex-aluno-de-olavo-de-carvalho/ http://la3.blogspot.com/?m=0 https://saintjerome.substack.com/p/the-12-layers-of-personality?s=r Olavismo Pessoas Ana Caroline Campagnolo https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ana_Caroline_Campagnolo#Produ%C3%A7%C3%A3o_acad%C3%AAmico-liter%C3%A1ria 2019: Feminismo - Perversão e Subversão 2021: Guia de Bolso Contra Mentiras Feministas thomas giulliano 2017: Desconstruindo Paulo Freire 2a edição 2020, 1a edição 2017 2029: Desconstruindo (ainda Mais) Paulo Freire https://thomasgiulliano.com.br/morrodolivramento/ Rafael Nogueira Rafael Falcón Ronald Robson Revista Nabuco Agosto, setembro e outubro de 2014: Nabuco. Carta Aberta à Cultura Brasileira - Volume 1 Novembro e dezembro de 2014, janeiros de 2015: Nabuco. Da Irrelevância das Ideias - ...

regras gerais de avaliação

Como me foi pontuado, nós não somos críticos literários de porte nem temos grandes obras produzidas para ter como julgar uns aos outros. Exatamente por isso é bom deixar alguns critérios de avaliação pré-determinados, ainda que possam ser modificados por discussões ao longo das competições. Pelo que estudo do assunto, me parece que estes aqui seriam bons para começar. Critérios de avaliação: 1] Adequação à forma     Cada forma tem um conjunto de regras. A fábula tem as suas, o poema tem as suas, o conto tem as suas. Na fábula essas regras são mais evidentes; no poema depende do tipo de poema que se escolha, mas a ideia aqui é que a forma que for escolhida mantenha sua regra do começo ao fim. Caso o autor componha numa forma não reconhecida pelo avaliador, pode haver uma discussão, que, aliás, agregaria muito para todas as partes [o público incluso]. 2] Correção da língua portuguesa     Não que erros de digitação e afins tenham peso efetivo. Penso sobretudo no caso de...

Fábulas

Imagem
[Post resumido de outro mais amplo sobre imitação de escritores Nenhum assunto é realmente difícil: basta perdemos o medo dele e, se formos apresentados a ele sem tanto alarde, tanto melhor. A questão da imitação de escritores eu prefiro tomar pelo caminho inverso que geralmente se faz: em geral, as pessoas enfatizam a imitação do estilo. O que eu proponho é que partamos do entendimento da mensagem até o desvelamento do estilo como os melhores recursos que o autor encontrou para expressar sua mensagem. [...] As fábulas de Esopo são meu recurso favorito para explicar o funcionamento da inteligência perante uma narrativa. São narrativas curtas, sintéticas, mas poderosas: pérolas de sabedoria e enredos. Vamos a uns exemplos. 1)  A raposa e o dragão  [p.32] Havia uma figueira no caminho; uma raposa, que vira um dragão dormindo à sua sombra, invejou o seu tamanho. Querendo igualar-se a ele, deitou-se ao seu lado e tentou esticar-se até que, exagerando em seu esforço, acabou por rom...

2 músicas

Imagem
As duas músicas: Basta ouvir a partir de 1m33. São duas músicas (um prelúdio e uma fuga), é só a fuga que quero que ouça. Segunda: Basta ouvir uns 2 minutos dessa. Os 2 primeiros. *** Explicação. O que costumamos ouvir em regra geral é chamado de "canção". Pode ser rock, pop, sertanejo, pé-de-serra, brasileiro, português, japonês, chinês. É uma forma imensamente comum. As músicas tradicionais desses países (Japão, China etc.) claro que não usam, mas a música que se escuta hoje é quase sempre essa. A regra geral da canção é verso-refrão-verso-refrão. Instrumentalmente ela se resume a tocar o verso e o refrão e então repetir. Pode haver variações: há canções que começam com o refrão, que colocam um "pré-refrão", que fazem um riff ("evoluções", "floreios") etc., mas o esqueleto é o mesmo. Música clássica é brincar com outras formas. A 1ª música (a 2ª parte) é uma fuga. Fuga é ter um pedaço de música ( motivo ) e repeti-lo em novas vozes, intercaland...

[Imitação de Escritores]

Imagem
Nenhum assunto é realmente difícil: basta perdemos o medo dele e, se formos apresentados a ele sem tanto alarde, tanto melhor. A questão da imitação de escritores eu prefiro tomar pelo caminho inverso que geralmente se faz: em geral, as pessoas enfatizam a imitação do estilo. O que eu proponho é que partamos do entendimento da mensagem até o desvelamento do estilo como os melhores recursos que o autor encontrou para expressar sua mensagem. Vou subdividir, para fins didáticos, este assunto, em ordem crescente de complexidade (não dificuldade), em: I) Imitação pela fábula, II) Imitação de uma cena/trecho, III) Imitação de uma obra, IV) Imitação da unidade do autor. Vamos lá. I) Imitação pela fábula As fábulas de Esopo são meu recurso favorito para explicar o funcionamento da inteligência perante uma narrativa. São narrativas curtas, sintéticas, mas poderosas: pérolas de sabedoria e enredos. Vamos a uns exemplos. 1) A raposa e o dragão [p.32] Havia uma figueira no caminho; uma raposa, qu...